CRUZEIRO DA MORTE

Mergulhadores passaram o domingo procurando sobreviventes na parte submersa do navio de cruzeiro Costa Concordia, que virou e encalhou na sexta-feira à noite, próximo à ilha de Giglia, na Itália. Neste domingo, foram encontrados mais três corpos de homens, elevando para cinco o número de mortos. Calculam que há ainda quinze pessoas desaparecidas.
O navio, que levava mais de 4.200 pessoas, navegava erradamente muito próximo do litoral quando bateu numa rocha que fez um rombo no casco. Imediatamente a enorme embarcação começou a adernar e ficou com metade submersa.
Testemunhas contam que foi um verdadeiro pânico a operação de salvamento dos quase 3 mil passageiros e 1200 tripulantes. Os homens não respeitaram a prioridade de mulheres e crianças e alguns chegaram a brigar por um lugar nos botes de salvamento. Um verdadeiro “cada um por si”.
O comandante Francesco Schettino foi um dos primeiros a deixar o navio acidentado e está preso por fugir e não coordenar a operação de salvamento. Passageiros também se queixam de que os oficiais do navio desapareceram e os que mais ajudaram os passageiros foram garçons e cozinheiros que serviam o jantar na hora do acidente.
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