quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012


REPÓRTER: PROFISSÃO PERIGO



A jornalista Marie Colvin (foto), que morreu nesta quarta-feira , na Siria, durante um ataque de foguetes disparados pelas tropas do governo contra os rebeldes, ia deixar o país naquele dia, porque a situação estava muito perigosa, segundo relato da mãe dela, Rosemarie Colvin.

Marie Colvin, 55 anos, nascida nos EUA, morava em Londres e trabalhava há 25 para o jornal britânico Sunday Times. Junto com ela, morreu o fotógrafo francês, Remi Ochlik, 28 anos. Ambos estavam no centro de imprensa em Damasco.

A odem de atacar o centro de imprensa teria partido do próprio governo sírio, segundo informação dos seriços de inteligência do Líbano que interceptaram comunicação entre militares do exército sírio.

Pouco antes de morrer, Maria Colvin acusou o governo sírio de “assassinato” de milhares de pessoas que se manifestam contra seu governo. Pode ser que isso tenha levado o governo a atacar os jornalistas.

Marie era uma correspondente de guerra destemida e respeitada na mídia mundial. Correu sempre grandes riscos na busca da informação. Era especialista em conflitos no mundo árabe, mas trabalhou em outras conflitos como na Chechênia, Kosovo, Serra Leoa e Sri Lanka, quando foi ferida e perdeu um olho.

Segundo sua mãe, Marie Colvin deixou um legado: "Seja apaixonada e se envolva naquilo que você acredita".

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